Publicado por: MariPeccicacco | 17/12/2011

Eurotrip: preparativos para o segundo mochilão 2

Faltando um dia para a viagem, estava mais do que na hora de arrumar a mala. Como a minha mochila não é muito grande e a viagem é relativamente longa – 17 dias – tinha que levar algumas opções de roupa. A listinha está abaixo:

– 8 calcinhas
– 8 meias
– 2 sutiãs
– 4 meias-calça
– 1 segunda pele
– 2 luvas
– 2 lenços
– 2 polainas
– 7 malhas
– 7 blusas de manga comprida
– 1 blusas de manga curta
– 2 calças jeans
– 1 legging
– 1 vestido de lã
– 1 saia
– 3 casacos (2 sobre-tudo)
– 1 moleton
– nécessaire (shampoo, sabonete, condicionador, escova de dente, escova de cabelo, hidratante…)
– maquiagem e removedor
– 1 biquine
– 1 tenis preto
– 1 bota preta
– 1 havaiana
– 1 toalha
– 1 sleeping bag

Dessa lista toda apenas um sobretudo, a roupa que vou vestida e outro casaco não couberam na mochila. O resto, tá tudo lá! Por enquanto estou orgulhosa de mim. A previsão para este domingo em Budapeste é de -2 graus, então já vamos chegar com muito frio. Eu acho que essa listinha aí de cima vai dar conta, quero só ver a hora que o frio bater pra valer…

PS: está tudo registrado em foto, mas, não sei porque, o WordPress não me deixa subir nenhum arquivo… assim que resolver eu coloco.

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Publicado por: MariPeccicacco | 16/12/2011

Eurotrip: preparativos para o segundo mochilão 1

Já faz um tempinho que não apareço por aqui, mas achei que essa seria uma boa oportunidade para voltar e dar um rumo totalmente diferente ao blog. Estou morando na Europa ha cinco meses e agora, às vésperas do meu segundo mochilão, achei que deveria voltar a escrever contando como foi – ou vai ser – essa aventura.

Serão 17 dias de viagem passando por Budapeste (Hungria), Viena (Áustria), Praga (República Tcheca), Berlim (Alemanha) e Amsterdam (Holanda) e desta vez terei a companhia de mais quatro amigas e de uma amiga de uma delas. Na primeira tive a companhia de um amigo, que foi só até a metade da viagem. O resto eu fiz sozinha e adorei!

Mas a grande diferença desse mochilão para o primeiro será o clima. No primeiro mochilão (tenho que dizer aqui que foi o primeiro da minha vida) eu fui pra Espanha e Porto no verão. Na mochila muitos vestidos, shortinhos e biquines. Agora não. Na mesma mochila vão ter que caber casacos, lenços, luvas, blusas de manga comprida, bota e por aí vai. Andei pesquisando um pouco e acho que o que eu quero levar vai caber na mala. Detalhes do que levar no próximo post.

O que eu aprendi até agora é que uma boa mochila é fundamental. A minha é uma Forclaz 40L, comprada na Decathlon. Gosto muito dela por vários motivos: ela é perfeita pro meu tamanho, se adapta perfeitamente ao meu corpo, tem vários compartimentos, dá pra abrir como uma mala (e, por tanto, arrumá-la como tal ao invés de colocar as coisas de cima pra baixo), tem várias presilhas que fazem a diferença quando se tem que andar muito pra chegar nos hostels e por aí vai. Outra coisa que eu descobri é que quanto mais leves e menos espaço as coisas essenciais forem, melhor. Também na Decathlon eu comprei uma toalha, de um tamanho normal, mas bem mais fina e mais leve. Ela fica pequenininha, nao ocupa espaço na mala e faz a função. Só não é aconchegante quanto uma toalha normal, mas se o propósito é enxugar, então tá perfeito! Frascos de xampoo e condicionador pequenos também salvam a vida de quem tem pouco espaço pra carregar as coisas. E pra mim, nao pode faltar principalmente agora no inverno, um secador de cabelos. Tudo bem que eu nem uso tanto, mas vai que um dia eu precise… nunca se sabe, né!

Aqui na Europa é muito fácil viajar. Trem, avião e ônibus tem pra todo o canto e de todo o preço. Se você tem tempo e pode viajar a qualquer momento, fique de olho nos sites das companhias aéreas low cost. Se é como eu que estuda e só pode viajar quando tem feriado ou férias, programe a sua viagem com antecedência. Desta vez eu demorei e acabei pagando caro em algumas passagens e tive que trocar o trem pelo ônibus em vários trajetos. Os preços mudam de um dia pro outro e mudam muito. Ah, e se voê tem mais de 26 anos, não adianta ter carteirinha de estudante que vai pagar mais caro mesmo.

Na hora de reservar o hostel, existem algumas opções de site. O Hostelbookers é, na minha opinião, o melhor, por que não cobra taxa de reserva e tem as mesmas opções de hospedagem que o Hostelworld. Pra escolher onde ficar, eu sempre olho as avaliações de quem já passou por lá e o preço. As vezes os hostels baratos também são bons.

Depois de tudo isso feito é hora de descobrir o que tem pra fazer em cada lugar. Na internet sempre tem dicas de viajantes que vão além dos lugares clássicos de cada cidade. As vezes os passeios gratuítos precisam ser agendados com antecedência, então vale a pena pesquisar estas coisas um tempo antes de viajar.

Depois disso, é aproveitar a viagem ao máximo. Eu gosto muito de conhecer os lugares a fundo, então prefiro acordar cedo e aproveitar bem o dia a sair a noite e dormir até tarde, mas, tem gente que é o contrário. Então, faça o seu roteiro de acordo com o seu gosto e aproveite!

Publicado por: MariPeccicacco | 05/12/2010

Último dia de regatas

É.. não deu para passar para as semifinais. Ontem tivemos alguns matches bem difíceis mas alguns bem fáceis. Mas com o vento rondado acabamos perdendo o match contra a Sandy Hayes por causa de uma rondada do vento e o match contra a Zuiderbaan por causa de um pênalti errado. Se tivéssemos ganhado os dois teríamos passado fácil. Como perdemos acabamos empatando com a Juju e no desempate terminamos o campeonato uma colocação atrás dela, em sexto.

Foi bem frustrante não passar de fase, mas aprendemos muito com algumas situações e evoluímos muito.

Depois do breafing o juíz que nos deu o pênalti errado veio nos pedir desculpa. Nunca vi isto acontecer antes e confesso que ficamos bem felizes por ele ter feito isso.

A noite foi de festa na Marina oferecida pelo campeonato. E, como não poderia ser diferente, colocamos todo mundo para dançar. Todas as mulheres que estavam organizando o campeonato se divertiram com a gente. Acho que nenhuma equipe havia feito isso com elas antes e isso também nos deixou bem feliz!

Como não vamos velejar hoje, vamos sair de barco com os meninos das Ilhas Virgens Britânicas para ver as regatas das finais.

Publicado por: MariPeccicacco | 02/12/2010

St. Thomas – Primeiro dia de regatas

Hoje o dia começou cedo.Às 6h da manhã acordamos para ir tomar café na marina. Depois de lá fomos para (de novo!) Magen’s Bay. Logo na entrada descobrimos que tínhamos que pagar US$18 por nós 4 e mais o carro. Fiquei meio brava por que o tempo estav uma porcaria e nós já tínhamos ido atélá. Mas, anyway, era um lugar perto, bonito e divertido. Uma hora depois que estávamos lá as meninas da tripulação da Jujus apareceu. Ficamos tirando fotos, nadando, nos divertindo até umas 11h. De lá passamos em casa rapidinho pra tomar banho e comer e fomos pra Charlote Amalie.

Enquanto os meninos velejavam, nós, meninas ficamos em uma tenda, entre o mar e a rua, vendo e ouvindo tudo que rolava nos matches open. Uma hora mais tarde já estávamos na água.

Ao entrar no barco, a Renata achou que o mordedor da mestra estava ruim, e, ao pedir pra arrumar, os caras sugeriram de trocar o barco. Sem tempo para treinar, fomos para a água com um barco totalmene diferente do que havíamos treinado e, é claro, que deu muita besteira.
Nunca havíamos corrido uma regata com tanta gritaria e baixaria. Foi relamente muito feio. Mas por um outro lado foi bom por que a Renata gastou todo o chilique dela ali e não deu mais um grito o resto do dia.

No match seguinte ganhamos da Juju, depois perdemos da Lucy McGregor (a número 2 do mundo, e que não nos levou fácil assim), Sally Barkow e ganhamos da Sandy Hayes. O dia acabou umas 17h com o brieffing.

Saímos de casa achando que íamos voltar para tomar banho, mas não deu tempo e da Marina fomos direto para o Hooters. Jantamos por lá, fizemos um mega social com os meninos da British Virgin Island (que a Re e a Fe conheceram o ano passado e que são uns fofos), Portugal, Nova Zelândia e Grécia. Foi bom para conhecer diferntes cuturas e fazer contatos.

De lá seguimos para um outro bar, onde ficamos até àsn 22h30.

Amanhã nossas regatas começam às 9h da manhã e, se quisermos tomar o café da manhã no clube, precisamos acordar cedo e nos agilizarmos! Então, boa noite e até amanhã.

Publicado por: MariPeccicacco | 01/12/2010

St. Thomas, dia de treino!

Hoje foi dia de treino. Queríamos sair cedo de casa, mas é obvio que não conseguimos. Chegamos na marina junto com as meninas, mas como o treino delas ara antes do nosso nem nos vimos durante o dia.

Aproveitamos para nos pesar, pegar o kit de inscrição e nos emperuar (só posso usar esse vermo por que quem passa mais de meia hora colocando tictac, joelheira, protetor, faixinha de cabelo e por aí vai, só pode estar se emperuando e não se arrumando).

Fomos comer uma saladinha e logos partimos para o treino. O barco (que eu não lembro o nome agora) né MUITO bom! É comose fosse um J/24 mas com um espação no cockpit. As manobras são meio esranhas, tudo meio trocado, mas conseguimos fazer tudo funcionar. A raia ronda DEMAIS, mas, de repente, na hora da regata a coisa muda.

Depois do treino fomos às compras. Renata queria ver um netbook, Fernanda uma câmera ou um celular, eu um miojo e Tati qualquer coisa divertida. Quando estávamos na loja de eletrônicos encontramos com a equipe da Juju, que nos informou que às 17h30 ia ter reunião. Preferimos ir tomar banho e comer em casa e, claro, perdemos a hora. Bom, pelo menos estávamos limpinhas.

Na ‘welcome party’, na Yacht Heaven Grance – local do campeonato – encontramos uma galera, incluindo o portugueses. Como eles são os únicos que falam a nossa língua, passamos a noite conversando com eles e bebendo cerveja.

Às 20h o ‘bar’ fechou e fomos para o Fat Turtle continuar a bebedeira. Os meninos vão velejar amanhã cedo, então foram dormir cedo. Nos decidimos que vamos tomar café da manhã no clube – das 6h45 às 7h30 – e depois partir para alguma praia, tipo Magen’s Bay, de novo, mas dessa vez com a equipe da Juju’s.

O campeonato começa pra valer logo mais, então é nos concentrarmos e fazermos o nosso melhor. Vai Timeeee!!!

Publicado por: MariPeccicacco | 01/12/2010

Segundo dia em St. Thomas

Hoje o dia foi incrível. Pela manhã fomos encontrar a Lari no Yacht Club de St. Thomas. O divertido foi chegar até lá. Aqui as ruas são numeradas e por mais que tivéssemos um mapa, acabamos nos perdendo e tendo que pedir informação. E todos, sem exceção, são extremamente educados por aqui.
Pegamos a Lari e decidimos ir para Secret Bay. Como erramos o caminho de novo acabamos indo paraSapphire’s Bay. A praia em si não é lá aquelas coisas, mas o mar… um azul que se mistura com um verde água meio manchado deixa o lugar mágico.

Mal chegamos e fomos recepcionadas por um bando de patos. Depois de montar acampamento eu e a Lari decidimos ir mergulhar. Como só tínhamos duas máscaras, dois snorkels e duas nadadeiras, nos dividimos em dois turnos.

Logo que entramos na água decidimos que precisávamos nos desviar das pedras para poder chegar na costa e seguir até a ponta da pria. Ao começar a mergulhar vimos que aquelas pedras na verdade eram corais que já estavam mortos. Todos brancos, com uma ou outra coisa ainda viva, ainda colorida. Apésar disso os peixes eram abundantes.

Como o espaço entre os corais e a superfície da água era muito pequeno em alguns momentos decidmos que era melhor dar a volta do que nos arriscamos a nos machucar em algum ouriço. E assim fomos, nadando contra as ondas, até o costão. Chegando lá a paisagem era igual ou mais feia – se é que se pode usar a palavra feia por aqui – do que os corais mais peto da pria. ficamos um pouco por lá e logo voltamos para que as meninas também pudessem mergulhar.

Já no raso passamos as intruções de como usar o equipamento pra Renata e pra Fernanda e ficamos conversando na beirinha da água enquanto elas iam fazer o passeio.

Nao muito tempo depois que as meninas voltaram decidimos ir embora, pois tínhamos que pegar a Tati no aerporto. Chegando lá a surpresa: todas as meninas vieram juntas. Assim não precisaríamos mais voltar pra lá para pegar a tripulação da Lari e poderíamos já curtir o resto dia dia todas juntas.

Saímos do aeroporto direto para o Green House, um restaurante de frutos do mar. Depois do almoço a minha tripulação foi fazer compras e a delas foi pra casa, do outro lado da ilha. Depois de comprar a câmera, estávamos pronta para ir para uma praia qualquer, afinal agora eu podia entrar na água e tirar foto dos peixinhos!

Tentamos ir para Coki bay, que a Lari disse ter ouvido ser um lugar bem legal. No meio do caminho, trânsito, muito trânsito.acabamos pegando um caminho bem longo para chegar lá e, já no final do dia, vimos que o lugar não era tão bonito assim. Pra falar a verdade ficamos até com medo de entrar na praia, pois tinham umas pessoas meio nada a ver por lá. Chegamos a conclusão de que lá deve ser bonito de dia, com sol. Sem sol parece uma praia qualquer de Ilhabela.

Partimos, então, de volta para casa. E no caminho nossa parada seria Magen’s Bay, considerada uma das dez praias mais bonitas do mundo. Sem sol ela perde muito do seu encanto, mas a água continua sendo cristalina e bem quentinha. Aproveitamos para estrear a câmera dentro d’água. Com o sol se pondo totalmente junto veio aquele friozinho do final da tarde e, portanto, a hora de ir para casa.

Tínhamos duas horas para nos arrumarmos, postarmos as fotos nos sites de relacionamento e partir para encontrar as meninas novamente no Green House para a nossa primeira ‘noitada’, como dizem as minhas amigas cariocas.

Chegando lá encontramos com a Andreia Grael, Gabriela Nicolino e Lary. Elas também estavam atrasadas. Ufa! Com fome, fomos procurar um lugar para comer. Elas queriam ir de novo no Green House, eu queria conhecer outro lugar. E assim fomos procurar algo que estivesse aberto aquela hora. Por incrível que pareça o comércio aqui fecha logo após o Happy Hour. O que é bem lógico levando em consideração que isso aqui só enche quando tem navio e nenhum deles passa a noite por aqui. A ilha tem 50 mil habitantes e a maioria mora no norte, um pouco longe daqui do centro.

Passamos por um bar cheio de homens, que já estava fechando. Quando nos viram começaram a gritar para nós, colocar música alta e logo entendemos que aquele era o sinal para sairmos andando. E assim fizemos. Foi então que dois caras e uma moça vieram atrás de nós, pedindo que voltássemos pra lá, que ela trabalhava no bar e que não tinha problema nenhu irmos pra lá e blá blá blá.  Nos convenceram e estavam certos. Fomos super bem recebidas por todos e ninguém nos fez nada de mais. Na verdade nem ligaram pra gente, eles só queriam que fizéssemos número para manter o bar a berto.

Mas logo em seguida saímos de lá para ir curtir a night no Green House. Pedimos algo para comer e fomos dançar. Dançamos feito doidas, na pista vazia. Aos poucos as pessoas foram se juntando a nós e o espaço que funcionava o restaurante foi virando uma pista de dança de uma balada black. Junto de nós meninas loirinhas que queriam entrar na nossa rodinha e negões, muitos negões, que dançavam muito! Nos divertimos com todos. Foi sensacional. Perto da meia noite, mais suadas que sei lá o que, voltamos para casa por que o campeonato começa hoje, com os treinos.

Agora é se concentrar e fazer o nosso melhor. Qualquer resultado será válido já que somos a segunda equipe com o pior ranking do campeonato.

Publicado por: MariPeccicacco | 29/11/2010

St. Thomas, até que enfim – leia até o final, vale a pena

Hoje às 2h da manhã a viagem pro Caribe começou. Eu e a Lari (minha parceira nessa aventura – pelomenos no começo dela) acordamos e às 2h10 já estávamos prontas para ir para Congonhas pegar o ônibus que nos levaria para Guarulhos. A mamãe deu uma de taxi e mal nos deixou em Congonhas virou nos pés pra continuar a dormir um pouco mais.

No ônibus decidimos que íamos dormiraté Guarulhos. E assim fizemos até sermos acordadas por um outro passageiro para avisar que já havíamos chegado e que só tinha a gente ainda porlá. Até nossas bagagens já estavam fora do ônibus e nós lá, ainda sonhando…

Na hora de fazer o check in, às 4h30 da manhã, a simpática (not) moça da Copa Airlines nos pergunta o endereço de onde nós íamos ficar em St. Thomas. Claro que nenhuma das duas sabia e lá fomos nós atrás de uma internet pra achar o endereço do Iate Clube. Problema resolvido em 3 minutos – e R$1,10 a menos na carteira. Rapidamente voltamos pro balcão da companhia e fomos fazer o check in. Ali uma surpresa: a Lari deixou pra comprar a passagem na última hora junto como valor bem mais alto veio também a primeira classe. Iríamos viajar separadas: ela em uma poltrona chique e espaçosa e eu do lado dos muçulmanos e judeus (é sério isso e sem preconceito algum!).

A parte pobre do avião estava vazia e, por sorte, a poltrona do meio ficou vazia e eu pude me esticar bem (imagina o espaço se eu, que tenho menos de 1,60m pude me esticar bem). Teve gente que não teve tanta sorte e viajou com os três lugares cheios e outros que tiveram mais sorte ainda e viajaram com os três lugares vazios (foram dormindo em um espaço maior que o da Lari).

O vôo foi super tranquilo, decolamos no horário, às 6h30 da manhã, e duas horas mais tarde pausa para o café da manhã. Um omelete com Coca-Cola. Não estava lá aquelas coisas, mas foi bom pra matar aquela fominha.

Dormi a maior parte da viagem e quando vi já estávamos prontos para pousar em Panama City (ou Cidade do Panamá para nós Brasileiros). A vista aérea da região do aeroporto é bem mais ou menos (pra não falar bem feia). Não tem nada em volta, o mar é marrom e o pântano predomina. O aeroporto em si parece Viracopos, uns matos em volta, aviões de uma só companhia (nesse caso a Copa, empresa pela qual nós fizemos os dois primeiros trechos da viagem). A área internacional desse aeroporto é pior do que a Santa Efigênia misturada com vendedor de shopping em época de natal. Muitas – mas muitas mesmo – lojas de perfumes, bolsas, eletrônicos, cremes e por aí vai. Todas vendendo as mesmas coisas, pelo mesmo preço e com um daqueles vendedores que te vêem entrando na loja e já vão atrás: “posso ajudar? Seja bem vindo!”. Não, não pode ajudar, se eu precisar pode deixar que eu aviso, comentávamos uma com a outra. Mas a resposta era sempre “no, gracias!”. Um pouco mais polidas, mas não menos de saco cheio.

Pausa para um lanchino no Subway e a nossa primeira dúvida em espanhol: como se diz guardanapo? A Lari achou melhor apontar pra ele e assim resolvemos o nosso problema.

Na hora do embarque duas mulheres revistavam passageiro por passageiro, abrindo malas, mochilas, sacolas, bolsas e tudo mais o que os viajantes estivessem carregando. Elas se divertiram com a minha bolinha. Acharam incrível caber uma sacola inteira dentro de um espacinho tão pequeno.

Na hora de decolar a primeira decepção: chuva. Muita chuva. O que consolou foi que em menos de 30 segundos já era possível vel o céu azul e que estávamos seguindo para o segundo destino do dia: San Juan, em Porto Rico.Durante a viagem foi abrindo o sol e erapossível ver o mar beeem abaixo das núvens. Fui ficando mais feliz de saber que estávamos indo para o lado oposto da chuva.

A chegada a San Juan foi bem diferente do que no Panamá. O lugar tem mais montanhas e logo que o avião começou a passar por cima da terra foi possível ver muito verde, montanhas altas e muitas casas, ainda que bem espalhadas em meio as árvores.

Mais próximo ao aeroporto a cidade é maior, com direito a tudo que uma cidade grande tem: shopping, pontes e, é claro, engarrafamento. Uma coisa que me chamou a atenção foi que, apensar de estarmos em POrto Rico e das pessoas falarem espanhol, o local é americano. Percebe-se logo pelas placas de propaganda do Burguer King, Mc Donald’s e outras coisas bem americanizadas. Mais o mais impressionante foi ver uma ponte, que deveria ter mais de 500 metros, com muitas bandeiras americanas intercaladas com bandeiras porto-riquenhas. O aeroporto de um lado parece super moderno, do outro parece um museu a céu aberto, com aeronaves velhas – ou antigas, não sei – espalhadas por todos os lados.

Já dentro do aeroporto me senti nos EUA – mesmo nunca tendo viajado para lá. Na imigração tivemos que colocar nossas digitais e dar aquele monte de satisfação para a agente que nos atendeu. Depois aquela espera maldita para pegar a mala. Demorou mais de 30 minutos para que conseguíssemos pegar nossas bagagens e seguíssemos para o próximo check in.

No guichê da American Airlines a primeira surpresa americana: como boas vindas a atendente me cobrou US$25 para despachar UMA mala. Se eu quisesse despachar a mochila e a sacola com a nadadeira e as coisas de velejar teria que pagar bem mais do que isso. A justificativa dela para isso foi que eu ia fazer um vôo doméstico e que isso sempre é cobrado. Fiquei p****,mas tive que pagar… “lá se vai a minha câmera a prova d’água” eu pensei. A partir dali a Lari seguiu para outro vôo e eu segui sozinha para encontrar a minha equipe às 18h horário local, já em St. Thomas.

Mas as boas vindas não acabam por aí. Depois de deixar a mala com um tiozinho que – espero eu – vai colocá-la no avião, passa-se novamente por um raio-x. Apesar da fila ser pequena, as pessoas na minha frente tiravam os sapatos, cinto, casacos, laptops e tudo mais que tinham direito e passavam quase peladas pelo detector de metal. Eu só tirei o tênis e o netbook da mochila e segui em frente. Sem nenhum problema, ainda bem!

Já na área de embarque constatei que não podia estar em outro lugar do mundo. Muitas lojas de bugigangas, Domino’s Pizza, Sports Bar e outras coisas típicas do EUA. No portão de embarque muitas pessoas gordas (estilo couch potatoe), maquiadas, gays, aquelas negonas americanas com cara de quem canta na igreja com aquelas vozes maravilhosas. Na hora do embarque uma surpresa: o avião que iria me levar até St. Thomas era uma daquelas relíquias expostas no pátio do aeroporto!!!

Entramos no avião pela parte de trás, por uma escadinha que faz parte do avião. dentro da aeronave o aspecto é o mesmo de fora: bem antigo! Com capacidade para no máximo 62 pessoas, cadeiras velhas e não reclináveis e um porta-bagagem minúsculo que quase não coube minha nadadeira. Mas a parte mais divertida foi pensar que tem gente que reclama de viajar em cima da asa do avião. Eu estou EM BAIXO da asa do avião. E não só da asa, da hélice também! Não tem como descrever a situação. Eu teria que mostrar uma foto, mas a câmera só vai ser comprada amanhã, então espero viajar de novo nesse avião na volta por que ele merece uma foto! O velho ditado que uma imagem vale mais do que mil palavras se encaixa direitinho nesse caso.

Na decolagem, as nuvens que na saída de San Juan pareciam algodão encardido agora ganharam um tom alaranjado. O mar mostrou os seus diferentes tons de azul e verde. Voamos a 5 mil pés de altura, durante aproximadamente 5 minutos. Mal deu tempo de admirar a vastidão do oceano e o capitão logo anunciou “tripulação, preparar para o pouso!”. Foi tão rápido!

Na chegada a St. Thomas casas imensas surgiam no alto de paredões que acabavam no mar. O avião foi baixando, baixando, e quando achei que fossemos cair no mar, ele pousou, aos trancos e barrancos, em um aeroporto simples, mas bem bonitinho, como tudo na ilha. O local de pegar as bagagens dá direto para o estacionamento em enquanto esperava a minha mala a Fernanda e a Renata apareceram para me pegar. Junto delas estava o Colin, o dono da casa onde vamos passar esta semana. Do aeroporto seguimos para a marina de onde sairão os barcos da regata. No caminho casinhas coloniais, com cara de Caribe!

Como não poderia ser diferente, a Marina é MUITO chique. Ficamos pouco lá e logo seguimos para casa. Um caminho cheio de curvas montanha a cima. E bota acima nisso!

A casa do Colin é linda, ainda não vi a vista pois está escuro, mas tem tudo para ser uma das mais bonitas da ilha. Estamos hospedadas em uma casinha de hóspedes, abaixo da casa principal. Apesar do calor, hoje tive que tomar um banho gelado, pois a água quente não está funcionando. amanhã, garantiu ele, tudo voltará ao normal.

E, agora que já estamos todas de banho tomado e devidamente arrumadas, vamos sair para tomar cerveja e comer alguma coisa.

A regra é: dormir é pros fracos. Vamos aproveitar ao máximo que o lugar é lindo demais!

Amanhã eu volto com as impressões diurnas da ilha.

Publicado por: MariPeccicacco | 23/11/2010

Matéria sobre protetor solar diagramada

Como eu já havia dito há algum tempo atrás, este semestre estamos tendo aula de revista, mais precisamente aprendendo a usar o Indesign. E aquela matéria do protetor solar está, agora, diagramadinha, bonitinha e pronta para ser publicada na revista FOCO. Por enquanto vou divulgar apenas a minha matéria. Quando a revista inteira for terminada, eu coloco aqui o resto das matérias, capa, etc.

Só que eu não sei como publicar um PDF, então, pra ver a matéria pronta, basta clicar no link abaixo. Depois diz o que achou

Protetor Solar CLIQUE AQUI

Publicado por: MariPeccicacco | 09/11/2010

Minha primeira Santos-Rio

Já faz um tempinho que eu não apareço por aqui. A vida anda meio corrida, mas consegui achar um tempinho para atualizar o blog.

 

No último feriado finalmente tive a oportunidade de correr a minha primeira regata Santos-Rio. Foram 60 horas no mar, com um final não tão divertido (quebramos quando faltavam apenas 6 milhas para a chegada!), mas que serviram para aprender muito.

 

A largada foi dada na quinta-feira feira às 13h, em Santos. Chegamos no Iate Clube de Santos – que, curiosamente fica no Guarujá – às 9 horas e já fomos para o barco. Chegando lá o Shark, nosso timoneiro, estava tirando baldes e baldes de água de dentro do barco. Quando o barco foi descer da carreta em Ilhabela aconteceu um pequeno acidente que acabou quebrando o fundo do casco, por onde estava entrando toda aquela água. Tentamos consertar com uma massa própria para este tipo de reparo, porém sem sucesso. Eu sugeri que, como ainda faltavam umas duas horas para a largada, que tirássemos o barco no travelift (uma espécie de guindaste) e, sem o contato da água, a massa acabaria secando o suficiente para chegarmos no Rio. E assim foi feito, só que os caras do Iate acharam melhor laminar novamente o casco e com isso acabamos perdendo um tempinho até a linha de chegada.

 

Mas, enfim, o barco não fazia mais água. Tudo pronto para a largada. No total, se eu não me engano, 25 barcos cruzaram a linha, pontualmente às 13 horas, rumo a Cidade Maravilhosa.

 

O primeiro dia foi de ventos fracos, mas mesmo assim mantivemos uma media de 4-5 nós de velocidade. Muito bom para um barquinho de 30 pés. À noite, já (ou ainda) no través do Montão do Trigo, o vento acabou e depois rondou, permitindo que fossemos no mesmo bordo rumo ao canal de São Sebastião.

 

Eu queria muito navegar a noite, mas aquele balancinho gostoso do mar e o cansaço não me permitiram e eu fui dormir. Acordei umas 6 horas da manhã com a galera dando bordo sem parar. Era inviável continuar dormindo (sim, eu ainda estava muito cansada), então resolvi sair para ajudar. O dia amanheceu lindo, com um solzinho bom, uma brisinha e muita corrente. Mesmo assim não ficamos parados no canal e seguimos até a Ponta das Canas. Conhecida por ser o lugar preferido dos velejadores em Ilhabela por sempre ter vento, a Ponta das Canas nos surpreendeu: ficamos parados, boiando, com um sol de rachar mamona, por pelo menos duas horas até o vento entrar.

 

Fomos indo com calma, novamente mantendo os 4-5 nós de velocidade até Ubatuba. Lá eu acabei assumindo o leme um pouco, numa reta só, rumo 90 graus. Fiquei umas três horas ali, até encher o saco. Aí, vem a pausa para comer, para beber, para dormir…

 

À noite, depois do jantar, com todos do lado de fora do barco, começamos a ver algo pulando do nosso lado, passando de baixo do barco… com a lanterna reconhecemos que eram dois golfinhos, lindos, que ficaram nos seguindo por mais de uma hora. Mas, novamente eu estava cansada e fui dormir. A navegação noturna neste dia não foi lá aquelas coisas. Quando deitei estávamos no través de Ubatuba e quando acordei não tínhamos passado a Ilha Grande.

 

E ali ficamos boa parte da manhã. Depois que a névoa foi embora, conseguíamos olhar a Ilha Grande e, por incrível que pareça, nosso ponto de referência chegou a ficar pra frente, ou seja, estávamos andando para trás.

 

Mais algumas horas depois o vento rondou e entrou pra valer, de popa, com uns 25-30 nós de intensidade. Aí começaram os problemas. O primeiro foi o stai de proa que estourou. Rapidamente conseguimos resolver e continuamos a navegar. Depois disso foi a vez da escota da mestra arrebentar após um jaibe sem querer dado pelo Alex. Também conseguimos consertar e aproveitamos para trocar a vela de proa e risar a mestra. Assim seguimos descendo onda, em uma espécie de competição interna para ver quem conseguia a maior velocidade. A vitória foi do Bruno, que chegou a 13.4 nós.

 

Depois do porradão de vento, chegamos na costa carioca e… veio a chuva! Só para molhar mesmo, por que o vento que é bom ficou pra trás. Dali fomos indo, novamente a passos lentos, com 5 nós de velocidade até o anoitecer, já próximo à Pedra da Gávea. Às 20 horas tínhamos que passar nossas coordenadas e o Shark, que estava no leme me pergunta: “você já navegou a noite?”. E eu, muito malandra, disse que “já, claro!”. Assumi o leme e lentamente o vento foi entrando, nossa distância diminuindo e assim fomos até umas 10 da noite. Bem cansada e já meio de saco cheio fui dormir dentro do barco. Uns 10 minutos depois eu ouço um barulho e, chegando do lado de fora fiquei sabendo que o stai de proa, que segura a genoa, havia se quebrado e que teríamos que desistir.

 

Por um lado eu fiquei muito triste, já que faltavam apenas seis milhas para completar a regata. Por outro eu fiquei aliviada, pois não aguentava mais ficar dentro do barco. Queria terra firme!

 

Depois de tudo resolvido, cabinhos de segurança para manter o mastro em pé, veio aquele desânimo geral. Mas aí fomos vendo que a viagem foi ótima, que todos se saíram muito bem e que valeu a experiência.

 

E ano que vem, se me chamarem novamente, com certeza estarei lá!

 

Tripulação do Orson Sereloco (Skipper 30) na Santos – Rio 2010:

Fabio Faccio

Alex Kienitz

Daniel

Dilmar

Bruno

Mari Peccicacco

 

Bacci!

Mari

 

Publicado por: MariPeccicacco | 07/10/2010

Eleições 2010

Faz um tempo que eu não apareço por aqui, ando meio ocupada, eu confesso. Então achei que essa era uma boa hora para voltar a escrever e aproveitar para falar um pouco sobre política. Sabe como é, né, com o segundo turno das eleições logo ali, é sempre bom deixar o assunto em alta.

Eu, particularmente, achei bem interessante a eleição de algumas pessoas. A do Aloísio Nunes foi uma delas. O cara estava em terceiro na pesquisa e acabou sendo o senador mais votado. Muito bom, espero que ele retribua apenas com boas ações à confiança que as pessoas depositaram nele.

Em compensação, a eleição do Tiririca… Fico até sem palavras para comentar sobre isso. Mas o caso não pode passar, assim, em branco. Então vamos lá: é só no Brasil mesmo que um palhaço como ele consegue se eleger com mais de um milhão de votos. Alguém, em algum momento, viu qual era a plataforma da campanha dele? Quem aí sabe quais são os objetivos dele na política? Pois eu não sei. As poucas vezes que eu o vi na TV falando sobre sua campanha, ele fugiu das perguntas e deu respostas à altura do povo que votou nele. Quer um exemplo? “Tiririca, o que você tem na cabeça?” – perguntou um repórter da Record – “Muita coisa”, respondeu ele, “cabelo…”, concluiu sabiamente.

E quanto à eleição para presidente, eu confesso que fiquei bem feliz com esse segundo turno. E ainda tenho fé (pouca, mas tenho) de que o Serra conseguirá se eleger. Não gosto da Dilma, não acredito nas suas propostas, muito menos na sua capacidade de governar um país como o Brasil. Não acho que o Serra seja o candidato perfeito, mas acredito que, ao menos, mais capacitado ele é. Quanto à Marina, acho as ideias dela boas, mas a imagem dela não me passa a mínima credibilidade. Como uma pessoa assim vai representar o meu país lá fora? Não dá. Marina, usar maquiagem soltar esse cabelo e subir em um salto alto dá uma bela ajuda, viu? E quanto ao Plínio, achei ele ótimo em todos os debates. Sua sinceridade é incrível, mas daí a virar presidente é um longo caminho e acho que ele não estará vivo até lá!

E continuarei com a minha campanha a favor do Serra. Não quero um país de preguiçosos, quero um país de trabalhadores. Chega de bolsa família, chega de vale-leite, chega de bolsa preguiça. Vamos trabalhar e estudar para pensarmos e caminharmos com as nossas próprias pernas.

Pensem bem antes de votar no segundo turno!

Bacci!

Mari

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